Problema: Se tudo o que existe no mundo é absolutamente necessário e determinado e que não poderia ser de outro modo, como podemos falar em Liberdade num contexto de uma Ontologia do Necessário?
Entre as muitas teses de Espinosa na Ética, ele afirma que "o homem é livre não porque seria dotado de livre-arbítrio para escolher entre alternativas possíveis, mas por ser uma parte da natureza. Uma parte da Natureza divina dotada de força interna para pensar e agir."
Entendemos por Determinismo, a Doutrina segundo a qual tudo que acontece tem uma causa. Para qualquer acontecimento, existe um estado anterior relacionado a ele de tal maneira que não poderia (sem violar uma lei da natureza) existir, sem que existisse o acontecimento. Assim, a minha ação e a minha escolha são determinadas por algum estado anterior e pelas leis da natureza.
Conforme a Proposição 29 (Ética I), Nada existe, na natureza das coisas, que seja contingente; em vez disso, tudo é determinado, pela necessidade da natureza divina, a existir e a operar de uma maneira definida.
Entre as muitas teses de Espinosa na Ética, ele afirma que "o homem é livre não porque seria dotado de livre-arbítrio para escolher entre alternativas possíveis, mas por ser uma parte da natureza. Uma parte da Natureza divina dotada de força interna para pensar e agir."
Entendemos por Determinismo, a Doutrina segundo a qual tudo que acontece tem uma causa. Para qualquer acontecimento, existe um estado anterior relacionado a ele de tal maneira que não poderia (sem violar uma lei da natureza) existir, sem que existisse o acontecimento. Assim, a minha ação e a minha escolha são determinadas por algum estado anterior e pelas leis da natureza.
Conforme a Proposição 29 (Ética I), Nada existe, na natureza das coisas, que seja contingente; em vez disso, tudo é determinado, pela necessidade da natureza divina, a existir e a operar de uma maneira definida.
Considerando a Proposição acima citada, somos modos de expressão da Substância, Deus (Natureza) e, portanto determinados a operar de uma maneira definida. Nada existe que seja contingente.
A liberdade acontece no âmbito do necessário: somos livres não porque escolhemos, mas porque efetivamos o que somos, a nossa potência interna de agir, quando vivo de acordo com a minha essência. Se eu sei o que quero, não significa que sou livre. Como ele diz na Proposição 32 (Ética I), "A vontade não pode ser chamada causa livre, mas unicamente necessária."
Essa vontade requer uma determinação para existir e operar, ela é unicamente necessária ou coagida. Essa vontade opera por outra causa e essa por outra e assim por diante, até o infinito. O ser é livre quando pela necessidade interna de sua essência e potência nele se identificam na maneira de ser, existir e agir, portanto não sou coagido por causas externas. Como não temos livre-arbítrio, porque somos já dotados de uma natureza particular, essa liberdade não consiste em fazer uma coisa ou outra, passear pelo campo das alternativas possíveis, tão pouco existe na ausência de determinação do sujeito; pois se "tudo o que existe, existe ou em si mesmo ou em outra coisa" (Axioma 1- Etica I) e é absolutamente necessário que isso aconteça, então, não há lugar para a liberdade.
A liberdade acontece no âmbito do necessário: somos livres não porque escolhemos, mas porque efetivamos o que somos, a nossa potência interna de agir, quando vivo de acordo com a minha essência. Se eu sei o que quero, não significa que sou livre. Como ele diz na Proposição 32 (Ética I), "A vontade não pode ser chamada causa livre, mas unicamente necessária."
Essa vontade requer uma determinação para existir e operar, ela é unicamente necessária ou coagida. Essa vontade opera por outra causa e essa por outra e assim por diante, até o infinito. O ser é livre quando pela necessidade interna de sua essência e potência nele se identificam na maneira de ser, existir e agir, portanto não sou coagido por causas externas. Como não temos livre-arbítrio, porque somos já dotados de uma natureza particular, essa liberdade não consiste em fazer uma coisa ou outra, passear pelo campo das alternativas possíveis, tão pouco existe na ausência de determinação do sujeito; pois se "tudo o que existe, existe ou em si mesmo ou em outra coisa" (Axioma 1- Etica I) e é absolutamente necessário que isso aconteça, então, não há lugar para a liberdade.
Isso posto, a Liberdade na Ética de Espinosa é, uma manifestação espontânea e necessária da essência da substância (no caso de Deus) e de potência interna da essência dos modos finitos, que ele designa como conatos (potência natural de auto-conservação). Para o filósofo, liberdade não são escolha nem ação para um determinado fim porque sou movido por apetites e desejos. Também afirma que o ser humano é mais livre na companhia dos outros do que na solidão e que "somente os seres humanos livres são gratos e reconhecidos uns com os outros", porque os sujeitos livres são aqueles que "nunca agem com fraude, mas sempre de boa-fé."
Portanto, Espinosa conclui postulando que "a liberdade acontece no âmbito do necessário: somos livres não porque escolhemos, mas porque efetivamos o que somos, a nossa potência interna de agir; quando vivo de acordo com a minha essência."
Abraão Tekiah
Portanto, Espinosa conclui postulando que "a liberdade acontece no âmbito do necessário: somos livres não porque escolhemos, mas porque efetivamos o que somos, a nossa potência interna de agir; quando vivo de acordo com a minha essência."
Abraão Tekiah
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